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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Colégio celebra a consciência negra



Desfile inédito reúne alunos, funcionários e professores do João Paulo II em Brotas

O Canto Das Três Raças, composição de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, na voz de Clara Nunes, puxou nesta manhã de segunda-feira, 21, o desfile comemorativo pelo Dia Nacional da Consciência Negra em Brotas de Macaúbas. Com bandeiras do Brasil e da Bahia estudantes, professores e funcionários do Colégio Estadual Papa João Paulo II percorreram as ruas da cidade numa manifestação pela igualdade entre as raças e contra a discriminação racial.


Muitos estudantes pintaram o rosto de branco ou negro, outros usavam máscaras, desfilando cidadania e civismo. Pena que a população não se incorporou à manifestação inédita nesta cidade, mas o colégio deu o exemplo que, com certeza, terá makior participação nas próximas edições.

Em Salvador, a Consciência Negra foi marcada pelo Ano Internacional dos Afrodescendentes, o Afro XXI, realizado no Palácio Rio Branco. Na oportunidade, a cidade foi eleita a capital Iberoamericana dos Afrodescendentes. No Afro XXI, as lideranças nacionais e internacionais se reuniram, com a presença da presidente Dilma Rousseff, para aprovar a Declaração de Salvador, que traça diretrizes para o combate ao racismo e ações afirmativas de reparação para populações afrodescendentes. O evento contou com a presença dos chefes de Estado de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, do Uruguai, José Mojica e República da Guiné, Alpha Condé.
Canto das Três Raças
Ninguém ouviu um soluçar de dor no canto do Brasil
um lamento triste sempre ecoou, desde que o índio guerreiro
foi pro cativeiro e de lá cantou
Negro entoou um canto de revolta pelos ares
no Quilombo dos Palmares, onde se refugiou
Fora a luta dos Inconfidentes pela quebra das correntes
nada adiantou
e de guerra em paz, de paz em guerra
todo o povo desta terra quando pode cantar
canta de dor

Ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh
Ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh

E ecoa noite e dia, é ensurdecedor
ai, mas que agonia o canto do trabalhador
esse canto que devia ser um canto de alegria
soa apenas como um soluçar de dor.

Ôh ôh ôh ôh ôh ôh, ...

Ninguém ouviu um soluçar de dor no canto do Brasil
um lamento triste sempre ecoou, desde que o índio guerreiro
foi pro cativeiro e de lá cantou
Negro entoou um canto de revolta pelos ares
no Quilombo dos Palmares, onde se refugiou
Fora a luta dos Inconfidentes pela quebra das correntes
nada adiantou
e de guerra em paz, de paz em guerra
todo o povo desta terra quando pode cantar
canta de dor

Ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh
Ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh

E ecoa noite e dia, é ensurdecedor
ai, mas que agonia o canto do trabalhador
esse canto que devia ser um canto de alegria
soa apenas como um soluçar de dor.

Ôh ôh ôh ôh ôh ôh, ...


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