sábado, 19 de novembro de 2011

Edital inclui Brotas em projetos culturais


Ações do Ministério da Cultura envolvem atividades de baixo custo nos municípios ribeirinhos do Rio São Francisco

Brotas, Morpará e Ipupiara foram incluídos no Edital Mais Cultura – Microprojetos Rio São Francisco publicado no Diário Oficial da União, na quinta-feira, 10 de novembro. O Programa integra o conjunto de ações desenvolvidas pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura, e está direcionado à realização de atividades culturais de baixo custo.

A missão do programa é fomentar e incentivar artistas, produtores, grupos, expressões e projetos artísticos e culturais na região da Bacia do Rio São Francisco. Os projetos financiados deverão ser propostos, ou ter como beneficiários, jovens de 17 a 29 anos residentes na área a ser alcançada, de modo a promover a cidadania cultural.

As inscrições serão abertas a pessoas físicas e jurídicas (sem fins lucrativos) que desenvolvam projetos de Artes Visuais, Artes Cênicas, Música, Literatura, Audiovisual, Artes e Expressões Populares e Moda. Serão contemplados 1.050 projetos no valor de R$ 15 mil, em um total de R$ 15.750.000,00 em prêmios. As inscrições são gratuitas e estarão abertas no período de 97 dias após a publicação do edital no Diário Oficial da União.

A ação representa uma continuidade dos Microprojetos realizados anteriormente pelo Mais Cultura, na região do Semiárido e Amazônia Legal. O total de investimentos nos Microprojetos Rio São Francisco é de R$ 16,8 milhões. Entre suas principais metas estão o apoio a projetos artísticos e culturais de baixo orçamento, fixando a mão de obra local; a sustentabilidade econômica das populações, através de produtos culturais; e a descentralização da política de fomento para a produção artística e sociocultural e o estímulo à cidadania cultural.

O Mais Cultura – Microprojetos Rio São Francisco realiza um diálogo com o Programa de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco. Este inclui a Funarte/MinC, o Ministério do Meio ambiente e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf)/Ministério da Integração Nacional.

 

DIVERSAS ÁREAS

Poderão se inscrever brasileiros natos ou naturalizados (pessoas físicas) com idade igual ou superior a 18 anos completos (considerada a data de inscrição) e pessoas jurídicas sem fins lucrativos que desenvolvam projetos sócio-culturais, em áreas tais como Artes Visuais, Artes Cênicas, área de Música, área de Literatura, área de Audiovisual, área de Artes e Expressões Populares, área de Moda,

Fica limitada a inscrição de um projeto por proponente, ficando impedido de participar, ao mesmo tempo, como pessoa física e como representante de pessoa jurídica.

INSCRIÇÕES

As inscrições serão gratuitas e estarão abertas no período de 97 (noventa e sete) dias após a publicação deste edital no Diário Oficial da União. As inscrições serão realizadas mediante o envio pelo correio do material para o endereço abaixo como correspondência registrada com Aviso de Recebimento – AR (considerada a data da postagem), em envelope identificado, contendo as informações solicitadas no Formulário de Inscrição

(pessoa física e pessoa jurídica), com a seguinte inscrição:



MICROPROJETOS – RIO SÃO FRANCISCO

Representação da Funarte – Minas Gerais

Rua Januária, 68 – Floresta

Belo Horizonte – MG CEP:30110-055

Veja mais informações nas páginas eletrônicas da Funarte (www.funarte.gov.br), do Ministério da Cultura (www.cultura.gov.br), e disponibilizados para divulgação em jornais de grande circulação, nos Pontos de Cultura e nas Secretarias ou Fundações Estaduais de Cultura.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Teatro celebra 50 anos de sacerdócio do monsenhor João




Auto de Nossa Senhora conta a história de Brotas a partir do milagre da vaquinha com elementos da cultura popular

O Grupo Cultural Cayam-Bola apresenta no dia 3 de dezembro, nas comemorações dos 50 anos de ordenação sacerdotal do monsenhor João Cristiano, o Auto de Nossa Senhora de Brotas. Trata-se de dramatização, com recursos de teatro, canto e dança, contando a origem da cidade a partir do Milagre de Nossa Senhora no Boqueirão. A peça teatral utiliza-se dos mais diferentes recursos cênicos para mostrar fatos determinantes da história, da cultura e do folclore brotenses.
O Auto de Nossa Senhora de Brotas contará com a participação de 16 atores mostrando a miscigenação do nosso povo através da mistura de raças: dos índios nativos aos brancos portugueses colonizadores e os negros trazidos para o trabalho escravo.  No elenco, dois remanescentes dos antigos cantadores de Reis - Marcos Roberto, bisneto de Lalu e Catarina e Rafael Novaes, sobrinho tetraneto de Zé Raimundo.


O texto, assinado pelo poeta, escritor e jornalista Rosalvo Martins Júnior, filho da terra, mostra que “foi da junção dos povos indígena, negro e português que surgiu a alma brotense”. De Lalu, a montagem relembra Catarina, a grande dançarina do Reis, imortalizada na canção “Catarina Balaio de Fulô”. De Zé Raimundo, a mulinha do Bumba Meu Boi abre a história de forma lúdica e animada.
O Grupo Cultural Cayam-Bola é integrado por Francisco Barbosa (Chicão), Rafael Novaes, Marcos Roberto, Tchica Sodré, Ivone Alcântara, Késia Hellen, Dayane Barbosa, Milena Sodré, Maria Paula, Amanda Oliveira, Michel Eoque, Alekênia Barbosa, William Novais, Nayara Carla, Rosângela Rosa, Michel Roque, Rosalvo Junior e Marcos Manchinha e defende o desenvolvimento da cultura de nossa cidade e a integração da juventude brotense.
A maquilagem tem a assinatura de Norimar e o Salão Beleza e Estética Naral e de Elenice Araúji, que assina os adereços, o cenário e a Mulinha. Belk Saldanha é o contraregra e assistente de direção e os figurinos foram confeccionados por Luciana Rosa. A montagem do Auto tem o patrocínio da Pousada Vovó Terezinha, do empresário Edilson Campos e conta com importantes apoios - da Prefeitura Municipal/Cras, Dilton Aécio, Eliene Ferro Nunes, Miguel Ribeiro, bloco Psiu Psiu (Deodato Alcântara Filho), Cristina Sodré, Dr. Carlos Lopes e Flávia Ferro.



Ensaios acontecem no Cras

Os ensaios do Auto de Nossa Senhora de Brotas acontecem regularmente na sede do Cras, Praça Dr. João Borges. Trata-se de uma criação coletiva, com orientação, supervisão e direção do próprio autor. Na montagem são utilizados alguns instrumentos do reisado e adereços que lembram momentos da história de Brotas, com representações da Festa do Divino.
A história parte da lenda que retrata o milagre da santa que fez descobrir a bezerrinha perdida no Boqueirão, local que é o marco zero de Brotas. A água pura e cristalina que ali jorrava servia para o abastecimento de toda população, desde os primórdios até o século passado, nos anos 80. À encenação do milagre integra-se algumas manifestações culturais, com a utilização do Hino de Brotas (composição da professora Cotinha Meira Lima) e do Hino a Nossa Senhora.
O elenco está afiado. Os três jograis contam a história e um deles abre o espetáculo falando dos 50 anos de sacerdócio do padre João Cristiano. Em seguida apresentam as cenas do milagre e a aparição do Anjo à Virgem Maria. No meio da história, o Diabo aparece tentando estragar tudo, num momento de suspense e bom humor.


Os registros fotográficos desta reportagem foram feitos pelo pesquisador Tiago Mendes, paulista que está em Brotas desde o início do ano realizado estudos sobre o município.

Veja novas fotos dos ensaios do Auto de Nossa Senhora de Brotas.






terça-feira, 8 de novembro de 2011

Brotas amanhece sob muita chuva


Molhação começou na noite de segunda-feira e agrada principalmente os agricultores

Desde a noite de segunda-feira, 7, que chove bem em Brotas de Macaúbas (Chapada Diamantina) e região. A precipitação, ainda abaixo do esperado para esse mês - considerado bom de chuva -, agrada principalmente os agricultores. A temperatura também caiu consideravelmente, com máxima de 20 graus e mínima de 15 graus.
De acordo com a agência Climatempo vai continuar chovendo bem pelo menos até sábado. O tempo deve ficar fechado até quinta-feira, com chuvas mais fortes à noite. A partir de sexta-feira o sol deverá a parecer, mas há previsão chuvas mais fracas.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tempos de ouro do Carnaval em Brotas








Brotas revela a alegria de seus foliões em um tempo onde o que contava era o alto astral
De São Paulo, o amigo Carlos Humberto e sua esposa Ivani enviaram verdadeiras preciosidades do Carnaval de outrora em Brotas de Macaúbas. São registros do bloco Ouro, farras e ressacas pós-carnavalescas. As fotos mostram toda a alegria dos foliões que curtiam a festa no maior alto astral.









Vamos identificar nesses registros pessoas com quem convivemos em algum momento de nossas vidas...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Carnavais antigos ainda na memória



Brotas sempre realizou grande Carnaval, tradição que incluía bailes, blocos, fantasias e caretas
Carnaval antigo em Brotas, festa realizada mesmo com luz de motor a óleo diesel. Não tínhamos clube – ainda não temos – e a folia era realizada ou no Mercado Municipal ou no Ala B (onde hoje funciona a EBDA). Falar da festa de Momo tem que se referir ao primeiro Carnaval, organizado lá para os idos de 1946 ou 1947, por Vitória Arcanjo Ribeiro. Esposa do juiz Dr. Sebastião, ela caprichou nos preparativos, que incluiu desfile festivo pelas ruas e baile nos salões do destruído sobrado da Praça Dr. João Borges.
Conta-se que a festa foi de arromba e só não se repetiu a pedido da filha da organizadora que teria feito uma promessa. Esta filha, Clarice, mais tarde veio a se tornar religiosa, só deixando o hábito muitos anos depois, para cuidar do pai idoso e doente. Mas voltando aos carnavais em Brotas, vale o destaque aos bailes organizados pelo professor Davidson Carrilho e sua esposa Dona Norberta. São famosas as fantasias construídas por essa foliã que foi sem dúvida, uma das grandes incentivadoras do Carnaval, principalmente na década de 60.
Depois, plena ditadura militar, muitos jovens tomaram para si a tarefa de organizar a folia momesca, que naquela época era festejada na data certa e não antecipada como nos dias de hoje. Lembro que escutávamos as marchinhas no rádio, copiando-as para à noite ensinar aos músicos – Jani, seu Nivaldo, Valdinei, Tonhá e Joaquim, nomes em sua maioria da família Campos de tradição nas artes musicais. Além disso, lavávamos o salão, decorando-os e vendíamos as mesas e ingressos sem auferir qualquer lucro com isso.
A juventude se reunia, ou na casa de um dos músicos ou no Bar Arvorada, do saudoso Miruzinho, onde promovia os tais ensaios que volta e meia terminavam em bailes antecipados. Quando fui estudar em Salvador, lá para os idos de 1969 era assim, continuando por alguns anos. Com Olival Bastos Quinteiro promovíamos sadias disputas para ver quem colocava o melhor bloco na rua e no clube. Bons tempos.
A tradição dos blocos de Carnaval vem dessa época, com destaque para o bloco Jóia – “Jo-jo-jo-jo jóia/o nosso bloco é uma joia/olha que coisa legal/chegou o bloco Joia e animou o Carnaval...” Teve também o Cordão da Bahia, Secos e Molhados – o pessoal passou horas se preparando, mas a tinta que reproduzia no rosto a marca do grupo musical que emprestava o nome ao bloco acabou provocando queimaduras em algumas pessoas. Mesmo assim o bloco saiu, assim como o Capop, com sua mortalha irreverente e a letra da música que dizia pouco se importar com a opinião pública.

Minha irmã Nora Ney (saudosa memória) e Antônio Cleuber Lopes com fantasia estilizada de índios americanos. Na foto, sentadas, Hildinha de Ziru e Vanda de Chico

Esses são primórdios dos blocos carnavalescos em Brotas. E muitos outros seguiram-se, inclusive com o famoso Jegue Trio e a rapaziada vestida de mulher. Outra tradição nos carnavais antigos, além de fantasias caprichadas, principalmente entre as moças, eram os mascarados. Os caretas são uma marca do Carnaval brotense, mas ultimamente começam a desaparecer.
Vestir-se de careta era uma tradição e mobilizava grupos de homens e mulheres, jovens e até crianças. A máscara do Diabo usada por Jurandi Martins assustou muitas gerações de meninos e meninas. Havia também os cacarecos – mascarados que usavam uma peneira, um cabo de vassoura e um lençol para o desfile nos dias de folia.

Há poucos anos o Carnaval de Brotas foi antecipado e acontece uma semana antes da folia original. O trio elétrico foi incorporado e com ele os blocos de abadá. Os Alcoólicos marcou época nas ruas e hoje reúne-se apenas numa festa fecha open bar. Nas ruas mesmo, tem o Psiu Psiu e o Fica Comigo. Muito poderia se falar dos Carnavais antigos de Brotas, mas fico por aqui e espero ter atendido a um pedido especial feito pela grande amiga Iêda Rodrigues.


A tradição dos caretas mantida em várias cidades baianas e do Brasil está desaparecendo em Brotas

sábado, 29 de outubro de 2011

Brotas pode perder ambulância da SAMU


Outros quatro municípios também podem ficar sem as unidades de atendimento de emergência
Saiu na TV Oeste (Rede Bahia-Barreiras), mas não sei se a notícia tem fundamento ou se é articulação daquele município do Oeste baiano para ficar com mais unidades da SAMU. O fato é que o noticiário televisivo da última sexta-feira, dia 28, afirmou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de algumas cidades da Bahia será desativado, entre as quais os de Brotas de Macaúbas e Morpará.
Existe um prazo para que a situação se resolva, caso contrário a cidade podem perder o serviço. A gente recebeu uma determinação do Ministério da Saúde que até o final do ano, as cidades onde não inaugurarem o SAMU serão tiradas as viaturas, diz o Coordenador Administrativo na Região.
A notícia, já publicada no site www.morpara.com, informa que a central do SAMU atende a 23 municípios da região, 30 ambulâncias estão disponíveis para atendimento. Mas em seis dessas cidades, elas não estão sendo usadas porque não existe equipe nem sede. Os municípios são Formosa do Rio Preto, Brejolândia, Brotas de Macaúbas, Mansidão e Morpará.
O site diz ainda que a quantidade de ambulâncias SAMU em Barreiras não é o suficiente para atender todo o município, citando declaração da coordenação administrativa do SAMU. Ilustra a matéria com o caso de um homem em Barreiras que precisou do atendimento e a ambulância não apareceu.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Jornal paulista destaca chef brotense


Em reportagem de Luiz Américo Camargo, jornal o Estado de S. Paulo dá as receitas de Maria Raimunda da Anunciação
Não comece uma conversa com Raimunda Maria da Anunciação perguntando quais pratos ela sabe fazer. Porque ela tem em seu repertório nada menos do que 400 receitas, todas catalogadas, explicadas com rigor, em notação de alta gastronomia: com tempos, quantidades, temperaturas e outros procedimentos meticulosamente detalhados. Também não inicie a abordagem tratando de panelas e fogões. Raimunda, 43 anos, não é uma cozinheira de madame, mas uma chef, ou uma subchef, como ela prefere, com notável intimidade com tecnologias de cozinha.
Ela trabalha há 14 anos para o gourmet italiano Maurizio Remmert, já citado em outras edições do Paladar e do Estado - além de dispor de uma cozinha tão bem equipada quanto a de um moderno restaurante, ele é pai da primeira-dama da França, Carla Bruni. Mas a mestre-cuca reconhece que foi de 2002 para cá que levou seus dotes a níveis além do âmbito doméstico. Foi quando começou a utilizar equipamentos como Thermomix, Pacojet, termocirculador e outros mais.
Cozinhar a olho, como ela fazia quando era menina em Brotas de Macaúbas, no sertão baiano, não dá mais. ''Mesmo quando estou na minha casa, usando só o fogão, eu peso tudo, acerto a temperatura, controlo os minutos'', conta. Mas confessa que é muito melhor quando ela executa o vasto caderno de receitas de Remmert manejando todas as engenhocas. Raimunda opera o Thermomix como se fosse uma batedeira (na verdade, acha mais fácil). Programa o forno combinado coordenando minutos, graus, convecção, vaporização, como quem esquenta água para o chá. Trabalha com espantosa naturalidade com o cozimento a vácuo e a baixa temperatura. Faz tudo consultando termômetros e cronômetros, o tempo todo. Sendo assim, diante de tantas possibilidades culinárias, o que preparar, o que sugerir aos leitores do Paladar?
''Decidi fazer três coisas. Um creme de alho, para entrada; uma zuppetta de frutos do mar; e uma pera cozida sob vácuo'', diz. ''Aí dá para mostrar um pouco de cada técnica.'' Mesmo em um prato aparentemente mais tradicional, como a zuppetta, tudo é cozido separadamente: o feijão, a cevadinha, os moluscos, os camarões. ''Não é só ir jogando na panela. Cada ingrediente tem seu ponto de cozimento ideal. Só no fim se junta tudo.'' Mas as perninhas de lula ela prepara de forma especial: numa sorveteira, com água e sal, para serem cozidas a frio. Zuppetta? Parla italiano, Maria? ''Não, mas conheço várias palavras. E não esqueço da primeira que aprendi: rosmarino, que é alecrim'', explica.
Mas será que a cozinheira tem consciência de que domina um conhecimento que poucos profissionais de restaurante possuem? ''Já me falaram isso. Só que, para mim, é cozinhar, do mesmo jeito. Quem tem bom tempero sempre faz comida gostosa, não importa onde. E faz bem menos sujeira'', diz. Dos aparelhos todos, ela reconhece que só não usa muito bem o Pacojet. ''Exige muita força para abrir, eu não consigo.'' E computador? ''Não gosto muito. Minha filha, de 15 anos, insiste para eu aprender. Mas prefiro estas máquinas aqui.''
Raimunda, que elege a brandade de bacalhau como prato preferido, lembra do dia em que criou coragem e preparou para o patrão gourmet um prato de sua terra, dos tempos dos almoços familiares na Bahia. ''Foi uma farofa de couve, com carne-de-sol. Ele adorou e já começou a ter idéias.'' A farofa foi incorporada ao cardápio da casa e a carne-de-sol, hoje, é feita lá mesmo. Só que dentro de um moderno desidratador, é claro.
Creme de alho com trufas e pignoli
4 porções
1 hora
Ingredientes
2 litros de caldo de legumes
2 litros de leite desnatado
6 cabeças de alho (dentes descascados e cortados ao meio)
200g de batata
40g de pignoli
4 dentes de alho
Sal a gosto
Azeite aromatizado de trufa
Lascas de trufa
Preparo
Ferva o leite com os alhos descascados e cortados ao meio. Acrescente as batatas cortadas em cubinhos e cozinhe por 35 minutos em fogo brando, mexendo constantemente para que não grudem na panela. Coe bem, retirando o leite. Reserve o alho e a batata. Torre o pignoli no forno, a 175°C, até que fique marrom claro. Reserve. Refogue os quatro dentes de alho amassados em pouco de azeite extravirgem. Junte a batata e o alho cozidos e deixe por alguns minutos. Adicione uma concha de caldo de legumes e o pignoli. Mexa delicadamente. Em seguida, passe o preparo pelo Thermomix (ou pelo liquidificador). Acerte o tempero e, se necessário, acrescente caldo de legumes até virar um creme consistente. Volte o líquido à panela e deixe esquentar, sem deixar ferver. Sirva em tigelas quentes com lascas de trufa e, se quiser, um fio de azeite aromatizado.
OUTRAS RECEITAS
'Pêras cozidas sob vácuo e goiabada' e 'Zuppetta di frutos do mar' preparada pela cozinheira Raimunda Maria da Anunciação.
Pêras cozidas sob vácuo e goiabada
Rendimento: 6 porções
Ingredientes
6 pêras
goiabada a gosto
Preparo - Descasque as pêras, corte-as ao meio e retire as sementes. Coloque-as em saquinhos plásticos individuais e feche sob vácuo. Leve os saquinhos ao forno (combinado ou Termocirculador), para cozimento em baixa emperatura (99°C), por 20 a 30 minutos. Cuidado com o ponto de maturação, pois pêras maduras cozinham rapidamente. Verifique a consistência. Resfrie as pêras embaladas por dez minutos. Sirva as pêras cortadas com o suco que ficou no saquinho e goiabada a gosto. Dica da Raimunda: Prepare as pêras quatro dias antes de servir para que os aromas se intensifiquem com o vácuo.
Zuppetta di frutos do mar com cevadinha e feijão branco
Rendimento: 4 porções
Ingredientes
400g de cevadinha integral
2 ½ talos salsão
½ cenoura
300g de feijão branco
24 camarões médios
400g de lulas limpas
2 kg de vôngole com casca
8 vieiras grandes (opcional)
8 idako (minipolvo, opcional)
8 perninhas de lulas (opcional)
1 pimentão amarelo
4 tomates
2 cascas de limão
4 filés de anchovas no azeite
4 dentes de alho
1 pimenta dedo de moça
1 maço de salsinha
Preparo - Deixe o feijão branco de molho por 12 horas. Depois cozinhe-o em água levemente salgada com pouco alho e sálvia e reserve-o a 40°C na própria água. Rale ½ talo de salsão, ½ cenoura e ½ cebola e cozinhe-os com 300g de cevadinha por aproximadamente 40 minutos. Filtre a água e reserve quente no simmer. Tire a casca e limpe os camarões. Limpe as lulas e corte-as em anéis. Reserve. Prepare o vôngole com vinho branco e pimenta-do-reino estufando em panela coberta. Não coloque azeite de oliva. Descasque e reserve os vôngoles e filtre a água que deve ser reservada quente no fogão. Cozinhe as perninhas de lula a frio em sorveteira com água salgada a 3%, trocando a mesma a cada 20 minutos. Faça três passagens de 20 minutos cada. Reserve. Corte um pimentão amarelo picado fino. Prepare duas xícaras de tomate concassé. Separe duas cascas de limão. Lave e seque os filés de anchova e pique-os finamente. Descasque quatro dentes de alho e pique a pimenta dedo de moça bem fininha. Prepare uma xícara de salsinha picada. Refogue primeiro e rapidamente as anchovas em azeite de oliva, alho, parte do salsão e a cenoura ralados e a pimenta vermelha até se amalgamarem bem. Junte as lulas e deixe refogar um pouco. Junte as cascas de limão, o vinho branco e reduza 50%, deixando pegar sabor por seis a oito minutos em fogo baixo. Acrescente a água dos vôngoles, pouca água da cevadinha, o pimentão amarelo e o tomate concassé. Cozinhe em fogo baixo e tampado por 20 minutos. À parte, cozinhe as vieiras em panela antiaderente por 30 segundos de cada lado, corte em duas metades e reserve. Quando a zuppetta estiver quase pronta, acrescente os camarões, a cevadinha e pouco feijão branco. Desligue, misture, junte os vôngoles, as vieiras, os idako, as perninhas de lula, muita salsinha picada e 1 colher de vinagre balsâmico. Deixe amalgamar bem, completando se necessário com a água da cevadinha e ou do feijão branco, pois a zuppetta tende a engrossar com o tempo. Acerte os temperos. Sirva aquecida a 65°C em pratos fundos e preaquecidos.