domingo, 18 de março de 2012

Pesquisa mostra penúria de municípios


Índice mede a gestão fiscal das cidades brasileiras. Brotas está entre os 374 municípios analisados na Bahia

O município de Brotas de Macaúbas, 590 quilômetros de Salvador, está no meio da pirâmide no ranking estadual do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), que mede a boa alocação dos recursos públicos e o controle social da gestão fiscal das cidades brasileiras. Matéria distribuída pela Agencia Estado mostra que a mistura de despesas elevadas com funcionalismo, receita própria reduzida e investimentos escassos ou até inexistentes leva duas em cada três cidades brasileiras (63,5%) a viver situação financeira difícil ou crítica.

O retrato está no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Rio com dados de 2010 para medir a qualidade da administração financeira das cidades. Só 95 (1,8%) das 5.266 prefeituras avaliadas tiveram a gestão das contas considerada de excelência, com conceito A.

SITUAÇÃO FISCAL DELICADA

Para o estado da Bahia, o resultado do IFGF, como aponta o relatório, mostrou uma situação fiscal delicada, onde 90,6% dos municípios foram avaliados com gestão fiscal difícil ou crítica (conceitos C e D, respectivamente). Dessa forma, o estado foi o que colocou o segundo maior número de municípios na parte inferior do ranking do IFGF: 82 dos 374 municípios baianos investigados ficaram entre os 500 piores resultados do IFGF, ou seja, um quinto das prefeituras baianas ficou no grupo de pior gestão fiscal do País.

O levantamento, que ajuda a explicar a desproporção entre a qualidade dos serviços públicos e a elevada carga tributária brasileira, mostra que Sul e Sudeste abrigam 81 das 100 municipalidades com melhor desempenho nas finanças. Na ponta inversa, as 93 piores administrações estavam no Norte e no Nordeste - em correlação forte, mas não automática, com a renda.

Dez anos após a edição da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a média dos municípios levou a um IFGF Brasil de 0,5321 em 2010, 1,9% a mais do que o resultado de 2006, base de comparação estabelecida no trabalho. O resultado de 2010 coloca o IFGF nacional no nível de "gestão em dificuldade" e foi negativamente influenciado pelos gastos com pessoal das cidades, cujo indicador caiu de 0,6811 para 0,5773 - menos 15,2%.

Estabilidade no custo da dívida (piora de 0,3%) e avanço modesto na receita própria (6,9%) completaram o quadro ruim. A reduzida melhora foi garantida pelo avanço nos investimentos (9,5%) e na administração dos restos a pagar (16,3%), sob a influência do crescimento recorde de 7,5% da economia em 2010.

NÚMEROS DE BROTAS

Os indicadores do IFGF para Brotas mostram o município em 102º  na Bahia e 3085º no país, com nota abaixo da média apenas em receita própria (0,1132 pontos). A nota maior está em custo da dívida (0,8244 pontos), seguido por gastos com pessoal (0,6898 pontos). A pontuação intermediária é a seguinte: investimentos (0,4988 pontos) e liquidez (0,5911 pontos). No geral, o município pulou de 0,3669 pontos em 2009 para 0,5083 em 2010. O custo da dívida e os gastos com pessoal ajudaram nesse desempenho.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Afinal, qual o dia do aniversário de Brotas?








Cidade comemora 74 anos de emancipação política no dia 30 de março, mas a história verdadeira é muito diferente


A data da emancipação política do município de Brotas de Macaúbas, fixada em 30 de março pela Lei Orgânica do Município de 1990 está errada. O documento oficial, escrito pela Câmara de Vereadores Constituinte se baseia no decreto Lei no 10.724, assinado em 1938, pelo então interventor estadual Landulpho Alves de Almeida, mas está muito longe da realidade. Apesar de oficialmente comemorar-se 74 anos de emancipação política no próximo dia 30 de março, a nossa cidade tem mais que o dobro dessa idade. Só a título de comparação, a comunidade de Ouricuri do Ouro este ano celebra o seu centenário de fundação.

Fica a pergunta a estudiosos, professores, alunos, autoridades, cidadãos do povo: qual é mesmo a data do nascimento de nossa cidade e do nosso município? A título de informação, nos anos 40 – logo após o fim da II Guerra Mundial –, mais precisamente no dia 8 de setembro de 1947, Brotas celebrou o primeiro centenário da Freguesia (Paróquia), data que foi marcada pelo pouso dos primeiros aviões na cidade, em um campo construído em seis dias pelo padre José Pereira Bastos nas imediações de onde fica hoje o Colégio Nossa Senhora de Brotas.

A festa do padre Bastos tem todo sentido – e por isso mesmo foi revestida de toda pompa e circunstância, como lembra o comerciante Noé Martins de Araújo. “Eu tinha nove anos na época e me lembro perfeitamente que o povo dizia que Deus fez o mundo em sete dias e o padre Bastos construiu o campo de avião para o centenário em apenas seis dias”, conta. Meu pai, Rosalvo Martins do Espírito Santo, do alto de seus quase 95 anos de vida, diz que votou para intendente (prefeito), “no tempo da chapa batida, quando o voto era declarado de público e o fio de barba calia a palavra dos honens” (as mulheres não votavam naquela época), muito antes de 1938, o que caracteriza a emancipação politica anterior ao que estabelece a lei municipal.



LUTA HERÓICA DOS BROTENSES

A Lei Orgânica do Município, promulgada em 5 de abril de 1990, fixa a data da emancipação em 30 de março de 1938, mas está muito muito longe da realidade. A história brotense é muito mais antiga e relata o heroísmo de seus filhos na primeira década do século XX, pegando em armas para lutar pela hegemonia do município, cuja fundação se deu no tempo do Império, em 1878.

O município de Brotas de Macaúbas, que era extraordinariamente grande e tinha sete mil quilômetros quadrados, indo de Morpará (margem do Rio São Francisco) até Barra do Mendes, hoje possui 2.372,44 km2. A primeira penetração no território aconteceu na segunda metade do século XVII, por garimpeiros à procura de ouro e pedras preciosas. Dessas incursões o pequeno povoado foi elevado à condição de freguesia, em 1847, com o nome de Nossa Senhora das Brotas de Macaúbas. O arraial desenvolveu-se em função da comercialização do diamante e, em 1878, criou-se o município com o nome de Vila Agrícola de Nossa Senhora das Brotas de Macaúbas.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dizem que em 1931, simplificou-se o topônimo para Brotas, e posteriormente, em 1943, para Brotas de Macaúbas. No decorrer de sua história, Brotas de Macaúbas teve seu território desmembrado para formar os municípios de Barra do Mendes e Ipupiara (1958) e Morporá, em 1962. O distrito de Corrente foi anexado ao município de Oliveira dos Brejinhos (nos anos de 1920).




O MILAGRE DA VAQUINHA

O certo é que a cidade surgiu e cresceu em torno da pequena capela devotada a Nossa Senhora. Há notícias sobre a existência do lugar desde 1792 com o nome de Brotas. Mas a povoação em torno da igreja e do cemitério, contruído do lado direito, ganhou força com o milagre da vaquinha. Conta-se que a filha de um fazendeiro ficou muito triste com o sumiço de uma bezerrinha, presente do pai, levando a mãe a fazer uma promessa de que mandaria erguer uma capela para louvar Nossa Senhora caso o animal fosse encontrado.

Meses se passaram e a menina definhava, até que caçadores e vaqueiros encontraram-na, já uma vaquinha e com um bezerrinho no local chamado Boqueirão de água pura e boa e da qual não se sabia a existência até então. A água cristalina - que abasteceu a população por muitos anos - e o capim farto no local salvaram a vida da bezerrinha perdida. Além da capela, o pai da menina também doou as terras ao derredor que foram sendo povoadas até os dias de hoje.

A partir do milagre, nascia a florecente Vila Agrícola de Nossa Senhora de Brotas, que mais tarde foi elevada à condição de município, incluindo terras hoje pertencentes a Ipupiara, Morpará, Barra do Mendes, além da vila de Corrente, hoje Bom Sossego, pertencente a Oliveira dos Brejinhos. Os primeiros habitantes, índios Muriybeka, foram aos poucos subjugados por garimpeiros atraídos pelas pedras brilhantes. Gente vinda de diversas regiões do Brasil, como Minas Gerais, e também por portugueses, especialmente da Ilha de Açores, trazendo os primeiros escravos negros. É dessa ilha portuguesa a origem da Festa do Divino Espírito Santo em nossa região.






CAYAM-BOLA, PRIMEIRO NOME

Pelos registros orais, pois não existe nada oficial quanto a isso, o primeiro nome de Brotas de Macaúbas foi Cayam-Bola, provavelmente de origem indígena. Além dos índios, que desapareceram na forma original, mas que deixaram a sua marca nos traços de nossa gente, os primeiros habitantes eram garimpeiros e pessoas que trabalhavam na extração e comercialização de diamantes, muitos dos quais vindos da Portugal.

A economia de Brotas, outrora próspera pela extração de diamantes e ouro, assim como pela criação de gado, atravessou muitas crises. Vale o registro e destaque para a produção de fumo de execlente qualidade, especialmente nos povoados de Lagoa de Dentro, Alvorada (ex-Açoita Cavalo), Barrinha, Oricuri e Lagoa Nova. A agricultura e a pecuária, de subsistência, hoje são explorados apenas para o abastecimento local. Há de se destacar o cultivo da cana de açúcar e a produção de aguardente e rapadura, intruduzidos desde os primórdios, pelos colonizadores.

Brotas de Macaúbas também é um dos maiores produtores de cristais de quartzo, atividades muito difundida nas décadas de 40, 50, 60, 70 e 80. Hoje, o quartzo com fios dourados - rutilo - pode ser a grande esperança para a nossa economia, mas os garimpos ainda asseguram poucos empregos, os lucros vão para uma minoria e não há recolhimento de impostos.






IDENTIDADE CULTURAL

A cidade possui alguns marcos dignos de registro, a exemplo da Pedra do Urubu onde, diz a lenda, estaria a marca do pé do coronel Horácio de Matos durante as lutas em defesa pela soberania do município. O açúde, construído no final do século XIX, incío do século XX – época de grande fome – fica na entrada da cidade, tendo ao fundo o Morro da Colônia, é outra referência que remete a nossa lembrança, assim como o hoje depredado e esquecido Boqueirão e a Capelinha.

Há também belos exemplos da arquitetura colonial, especialmente em casas da Praça Dr. João Borges que resistiram ao tempo e à sanha consumista dos homens. Com relação a isso, registramos a destruição do Sobrado do Major Quintino Arcanjo Ribeiro, local onde, nos anos 60, funcionou o Colégio Cenecista. A Igreja de Nossa Senhora de Brotas é outro destaque, valendo o destaque para a nova torre construída no início deste século XXI, nos mesmos moldes da primeira, edificada pelo pedreiro José Viana em meados do século passado.

Na memória coletiva do nosso povo, dois marcos culturais, igualmente destruídos pelo descaso: A Lapinha de Joana Messias que, com a morte da proprietária, não foi conservada pelos parentes (ela não tinha filhos) e nem pela administração pública. O outro exemplo é o Reisado – sendo o mais conhecido e popular o Reis de Lalu - que perdeu-se no tempo, sendo hoje apenas lembrado vagamente por pessoas mais velhas. O legado cultural afro-descendente está presente principalmente nas manifestações folclóricas – reisado e samba de Angola - hoje praticamente inexistentes. Dos índios, ainda guardamos a tapioca e o beiju, além de alguns pratos típicos como o cortado de banana verde.

N.R.: 
Este texto é parte do livro de minha autoria "CAYAM-BOLA - do primeiro diamante à força dos ventos"", em fase de finalização. Pode ser reproduzido no todo ou em parte, com a devida autorização do autor!

domingo, 11 de março de 2012

Emergência da seca atinge Brotas de Macaúbas



Ao invés de 1,5 mil toneladas, serão distribuídas três mil toneladas de alimentos aos municípios atingidos
Os municípios baianos atingidos pela seca  - Brotas de Macaúbas, inclusive, serão beneficiados com a duplicação da quantidade de alimentos que será distribuída. Ao invés de 1,5 toneladas, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) ampliou para três mil toneladas, distribuídas em duas mil de feijão, mil de arroz.
De acordo com o jornal Correio, além dos alimentos, a população também receberá um milhão de litros de suco de laranja. A duplicação foi anunciada pelo ministro Rômulo Paes na última quinta-feira (5), em reunião com o secretário da Casa Civil do Estado, Rui Costa, em Brasília.
A diretora do Departamento de Apoio à Aquisição e à Comercialização da Produção Familiar do MDS, Denise Reif Kroeff, presente no encontro, afirmou que cinco mil cestas básicas deverão ser distribuídas aos municípios. Elas serão repassadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e caberá ao Governo da Bahia a realização do transporte e distribuição dos produtos, que será feita imediatamente, em virtude da gravidade da situação.
Bahia recebe R$ 20 milhões
O Ministério da Integração Nacional liberou um recurso complementar no valor de R$ 20 milhões para as ações de combate à seca na Bahia, de acordo com informações da Secretaria de Comunicação do governo do estado.
O repasse será dividido entre o governo estadual , que receberá R$ 10 milhões, e os municípios atingidos pela estiagem, que ficarão com a outra metade do valor. As prefeituras atingidas pela seca receberão R$ 50 mil cada. Os recursos foram confirmados pelo secretário da Casa Civil, Rui Costa, em reunião com o ministro Fernando Bezerra na quarta-feira (4), em Brasília, e serão aplicados em ações emergenciais de combate à seca.
Durante a reunião com o ministro, o governo baiano ainda pediu a ampliação de recursos para a implantação de sistemas simplificados de abastecimento de água na zona rural dos municípios afetados pela seca na Bahia.
Emergência decretada
O município de Brotas de Macaúbas, 590 quilômetros de Salvador, teve o estado de emergência por causa da seca reconhecido pela Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cordec). A população sofre com a perda quase total da lavoura pois está sem chover desde dezembro. A Tarde on line publica na edição deste domingo, 11 de março, que nas zonas rurais de Andaraí, Juazeiro e Castro Alves (a 417 km, 500 km e 190 km da capital, respectivamente), a população passa sede, o gado morre pelos pastos e a agricultura familiar amarga perda de até 100%. A seca que castigou a Bahia ano passado, sobretudo na região do semiárido, entrou em 2012 assolando comunidades das regiões norte, nordeste, centro-oeste e sudeste.

Até a última sexta-feira, 75 municípios tiveram a situação de emergência reconhecida e decretada pela Defesa Civil estadual (Cordec). No final de 2011, esse número chegou a 123, o que não significa uma melhora do quadro, pois muitas destas cidades tiveram apenas expirado o prazo médio de 90 dias do decreto, e aguardam avaliação para a prorrogação.

Mirorós quase seca

De acordo com A Tarde, na região do semiárido, a mais atingida, o período seco tende a se estender até maio. “É esperada para os próximos meses uma expressiva redução nos volumes das chuvas na região. Ainda assim, não se descarta a possibilidade de ocorrer eventos isolados de chuvas mais intensas, nos meses de março e abril, o que não será suficiente para suprir o déficit registrado nos últimos anos”, avalia o coordenador de monitoramento do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Eduardo Topázio.

Evidência preocupante é a barragem de Mirorós, que atende a quatro cidades da microrregião de Irecê (mais de 200 mil habitantes). Segundo informações da Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa), o volume de água está abaixo de 10% da capacidade desde outubro passado, chegando a um nível de alerta.


 Cidades em emergência
- REGIÃO DE IRECÊ (11) - OESTE


AMÉRICA DOURADA
BARRA DO MENDES
CENTRAL
IRECÊ
IBIPEBA
IBITITÁ
JUSSARA
MULUNGU DO MORRO
PRESIDENTE DUTRA
SÃO GABRIEL
UIBAÍ

- REGIÃO DO VELHO CHICO (07) - CENTRO-OESTE
BARRA
BROTAS DE MACAÚBAS

IBOTIRAMA
IGAPORÃ
MORPARÁ
MUQUÉM DO SÃO FRANCISCO
OLIVEIRA DOS BREJINHOS

- REGIÃO DA CHAPADA DIAMANTINA (03) - CENTRO-OESTE
ANDARAÍ
MARCIONÍLIO SOUZA
NOVA REDENÇÃO

- REGIÃO DO SISAL (05) - NORDESTE
ARACÍ
CANSANÇÃO
ICHÚ
ITIÚBA
MONTE SANTO

- REGIÃO DO SERTÃO DO SÃO FRANCISCO (05) - NORDESTE
CAMPO ALEGRE DE LOURDES
CANUDOS
CASA NOVA
CURAÇÁ
REMANSO - 2011

- REGIÃO BACIA DO PARAMIRIM (03) - CENTRO OESTE
BOQUIRA
BOTUPORÃ - 2011
IBIPITANGA

- REGIÃO DO SETOR PRODUTIVO (08) - CENTRO-SUL
BRUMADO
CACULÉ
CAETITÉ
LIVRAMENTO DE NOSSA SENHORA
PALMAS DE MONTE ALTO
PINDAÍ
SEBASTIÃO LARANJEIRAS
TANHAÇU

- REGIÃO PIEMOTNE DO PARAGUAÇU (03) - SUDESTE
IAÇÚ
MACAJUBA
MUNDO NOVO

- REGIÃO BACIA DO JACUÍPE (07) - CENTRO
BAIXA GRANDE
GAVIÃO
IPIRÁ
MAIRI
NOVA FÁTIMA
PINTADAS
QUIXABEIRA

- REGIÃO SEMIÁRIDO NORDESTE II (04) - NORDESTE
ADUSTINA
FÁTIMA
PEDRO ALEXANDRE
SÍTIO DO QUINTO

- REGIÃO DO AGRESTE DE ALAGOINHAS/LITORAL NORTE (01) - NORTE
ENTRE RIOS

- REGIÃO DE PORTÃO DO SERTÃO (03) - LESTE  
ANTÔNIO CARDOSO
FEIRA DE SANTANA
SANTO ESTEVÃO

- REGIÃO DE VITÓRIA DA CONQUISTA (06) - SUDOESTE
ARACATÚ
BELO CAMPO
BOM JESUS DA SERRA
CAETANOS - 2011
MIRANTE
PLANALTO

- REGIÃO DO MÉDIO RIO DAS CONTAS (01) - SUDESTE
MANOEL VITORINO

- REGIÃO DE ITAPARICA (01) - NORTE
ABARÉ

- REGIÃO PIEMONTGE NORTE DO ITAPICURU (04) - NORTE
JAGUARARI
FILADÉLFIA
PONTO NOVO
SENHOR DO BONFIM

- REGIÃO VALE DO JIQUIRIÇÁ (03) - SUDESTE
IRAJUBA
MARACÁS
PLANALTINO

FONTE: DEFESA CIVIL DO ESTADO / SEI

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Motoserra mata as árvores







Fotos mostram o tamanho do corte das plantas nas praças da Cultura e da Bandeira

“Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada”

Poema atribuído ao russo Maiakowski

Parte considerável da população de Brotas de Macaúbas está revoltada com o corte de árvores – algumas frondosas – que acontece no momento nas praças da Cultura e da Bandeira. O som da motosserra acordou os moradores nesta Quarta-Feira de Cinzas, início da Quaresma, e houve muita reclamação. Um morador chegou a chegou a passar mal ao ver as plantas sendo serradas e jogadas no chão. Uma paisagista contratada pela Prefeitura Municipal comanda o trabalho que tem revoltado pessoas como uma professora: “Isso é um crime e não vemos coisa igual em lugar nenhum, como em Salvador, onde árvores centenárias são preservadas em todos os cantos, a exemplo do Campo Grande e do Corredor da Vitória e ai de quem ousar serrar uma delas!” desabafou.

O certo é que figueiras, oitizeiros, algarobas e outras árvores são cortadas sem dó nem piedade. Até mesmo uma palmeira, no centro da Praça Bandeira – onde está o prédio da antiga Prefeitura, que hoje dá lugar à Biblioteca Milton Santos – não escapou. Ardeu em chamas durante a madrugada, numa imagem chocante que assustou quem viu. “Isso é pervessidade. Colocaram fogo na palmeira, coisa triste e fizeram o serviço na calada da noite, às escondidas”, contou outro morador da praça, que não quis se identicar.



PAISAGISMO EMBELEZA

O trabalho paisagístico é necessário e embeleza a cidade, quando feito de forma ordenada. Há exemplos disso na cidade, como a Praça Horácio de Matos e até mesmo na Praça da Matriz. O que se questiona é a derrubada de árvores frondosas que serviam para dar sombra às pessoas, principalmente aos aposentados que ficam na porta dos Correios, à expera do expediente para a retirada de seus rendimentos. O som da motoserra grita no ouvido da população que assiste a essa devastação. Vale destacar que Brotas de Macaúbas é uma cidade onde o sol é muito quente na maior parte do ano e com essa ação perde pulmões e sombra. Uma pena!

No passado Brotas de Macaúbas viveu uma grande polêmica por causa da derrubada de duas grandes gameleiras que cederam lugar para a construção do Mercado Municipal na Praça da Matriz. Houve protesto, discursos e até confronto, prevalecendo a vontade do então prefeito, cujo nome batiza o mercado. Isso no final dos anos 50, quando a causa ecológica não tinha a força de hoje. A luta em defesa do meio ambiente cresceu e ganhou o mundo. Em Brotas, ao que parece, essa luta faz parte, quando faz, de algumas redações na escola, pois até mesmo o Boqueirão está abandonado, depredado e esquecido. E isso não é de hoje!
ABANDONO E COBRAS


A população de Brotas hoje reclama do abandono em que se encontra áraes mais afastadas, a exemplo do Parque das Árvores, onde até grandes cobras são encontradas, como aconteceu com o cascavel de quase um metro emeio morto na limpa de um terreno na querta-feira (22). Os fundos da Rua Padre Carrilho estão tomados pelo mato e cobras também têm aparecido no quintal de muitas casas.
Entre as ruas Joviniano Rosa e José João de Oliveira – a rua do meio – o mato está alto e dá medo passar por ali, como reclamam os moradores que esperam que a paisagista que manda derrubar as árvores no centro da cidade vá dar uma olhada por lá para ver se melhora a situação.



Nota no Facebook dá a versão oficial

Em minha página do Facebook, Adailton Ferro postou um texto sobre a “poda” de árvores na cidade e a “revitalização” das praças em Brotas de Macaúbas. Ele mostra a versão oficial sobre o episódio. O texto diz que “numa operação que envolve 12 servidores do municipio, liderada por uma Paisagista e um Engenheiro Agronomo a Secretária de Obras e Serviços Públicos e a Secretaria de Meio Ambiente realizam operação da revitalização de Praças e jardins da Cidade”.
Prossegue afirmando que “mais de duzentas Árvores já foram beneficiadas com poda de contenção, formação e manuntenção, cerca de quarenta plantas que tina copas mal formadas além de envelhecidas foram revitalizadas, quatro árvores (dois ficus, uma Santa Barbara e um oitizeiro) foram cortadas, após cuidadosa avaliação dos profissionais, por estarem doentes em estágio de declinio ou serem pantadas de forma adensada e com o sistema radicular (raizes) causando problemas nas calcadas e muros de arrimo. tudo tem sido feito com muito cuidado preservando a beleza e garantindo que não ocorra percas significativas para ao ambiente”.
Diz ainda: “Já iniciamos o plantio de novas árvores, com seis mangueiras e com a distribuição de centenas de mudas de Nim, as quais podem ser observadas em todas as partes da cidade.” E complementa, assegutando que “estamos preparando um pequeno Horto (Local apropiado para a reprodução de mudas) adquirimos um Motosserra, uma Motopoda e uma capinadeira lateral, além de equipamentos de proteção individual e outros equipamentos como tesouras de poda, fações, pás, cavadeiras e siscadores”.
Afirma que “construimos uma rede de abastecimento de água que sai do tanque e abastece a praça em suas margens, dali segue para abastecer a praça da cultura, a area em frente ao supermercado Morumbi, a praça dos poderes, a futura praça do aeroporto, a praça do BNH e o Campo de futebol”. E garante: Estamos adquirino tapetes de Grama, mudas de manga e outras arvores frutiferas, alé de plantas ornamentais de pequeno porte, estamos providenciando a aquisição de adubo organico para as praças e para a formação de novas mudas.
Diz também: “por fim a palavra de ordem é a revitalização, assim a praça da Cultura, por exemplo, vai ganhar alÉm das podas (manuntenção, formação e contenção) a recuperação de todo sistema de iluminação, adubação das áreas verdes, novo gramado de placas, manuntenção e melhoria do piso, manuntenção de Bancos, pista de acessibilidade para cadeirantes, tambores de coleta de lixo e também nova pintura.
E conclui: “vamos transformar a paisagem da cidade, ampliando a beleza das nossa praças e jardins, mutiplicando a quantidade de Árvores em nossas praças, ruas e Jardins inclusive introduzindo plantas ornamentais e flores nas repartições públicas. O trabalho continua, é o Governo "Um Novo Tempo Para Todos" cuidando da cidade, cuidando de você”.
NOTA DA REDAÇÃO
Diante dos argumentos postados por Adailton Ferro, que não é funcionário público municipal, mas a quem creditamos conhecimento sobre a questão do corte das árvores na cidade, resta-nos esperar. Pois o que consideramos irremediável – o corte pelo pé de muitas árvores frondosas – não pode ser revertido. Publico o texto em respeito ao direito de resposta que a boa imprensa deve dar a todos os cidadãos, em especial um conterrâneo que, apesar de discordarmos em alguns pontos, merece o respeito como tal.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A maxixada do juiz


Esta história eu escrevi baseada num causo contado pelo lagoadedentense Aldivan Fernandes (foto) que ele garante ser real. Que é engraçado, com certeza é e aconteceu em Lagoa de Dentro, terra natal dos personagens

Marciana, mulher determinada, tirava o próprio sustento numa pequena propriedade – uma rocinha, lá atrás do morro -, próximo à Lagoa de Dentro onde morava desde o nascimento, lá se vão 70 anos. Da sua casa, na parte alta do lugarejo, bem pertinho da igreja da polêmica - de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Polêmica, porque construída por negros descendentes de escravos acabou se transformando no centro de uma briga, uma vez que as famílias de pele branca queriam se apossar da capela e da imagem vinda do estrangeiro. Mas os tempos são outros e outra capela, agora para a Rainha, também Nossa Senhora, fora construída de modo a atender um racismo inexplicável à luz da religião.

Marciana era devota de Maria, batizada que fora na tal igrejinha dos pretos, apesar da pela clara, corpo miúdo. O excesso de peso lhe dava a impressão de estar enfiada a força no vestido bem composto, abaixo do joelho. A lida na casa, onde cozinhava, fazia café, limpava e deixava tudo em ordem, não a impedia de fazer sua plantação de milho, feijão, melancia e maxixe no tempo das águas – entre outubro e março - quando a chuva quebrava a rotina de sol a pino nos cafundós do sertão de Palmeiral, onde a Lagoa de Dentro se localizava.

Naquele ano de fartura, milho e feijão jogavam cabriola na rocinha da Marciana, que era visitada por ela religiosamente todos os dias para capinar, plantar, cuidar e colher os frutos da terra tão pródiga. Na tarde daquela sexta-feira ela esperava colher os primeiros maxixes que se transformariam numa belíssima maxixada, o almoço do sábado. Abraçada a uma cesta de vime lá se foi cantarolando até a plantação onde uma surpresa desagradável a aguardava. Em meios aos maxixes, alguém teve a ousadia de fazer um serviço esquisito, grande e fedorento, que fez a Marciana num rompante sair de volta pra casa com muita raiva e nojo.

- Uncuncuncun, só pode ter sido obra do Zezão.

Disse, referindo-se a Zé de Alvino, antigo desafeto com quem costumava bater boca sempre por algum motivo, seja lá política e até futebol, já que era fanática pelo “glorioso” Botafogo Futebol e Regatas e ele pelo Flamengo.

Marciana estava revoltada em ver seu maxixal ser transformado numa latrina. Era desaforo que ela não admitiria de forma alguma. Se queixaria ao bispo da Barra, se preciso fosse.

- No tempo do padre Carrilho isso não aconteceria!

Gritou para a vizinha, dona Maroca, referindo-se ao legendário pároco, nos dias de hoje nome da principal rua de Palmeiral. Marciana esqueceu o terço, as esmolas do Divino - da qual era das mais entusiasmadas participantes quando o imperador e a bandeira chegavam à Lagoa de Dentro trazendo um mundaréu de devotos -, e xingava o Zezão de tudo quando era nome. Foi quando a Maroca a informou que o juiz da Comarca, Dr. Antônio Rodrigues Barbosa, encontrava-se no lugarejo em visita a Dolores e Pio, casal mais abastado das redondezas. Só deu tempo de jogar uma água no corpo, botar o vestido de bolinha azul, presente da comadre Dozinha, calçar o sapato de missa e jogar o xale na cabeça.

Marciana seguiu determinada a dar parte ao juiz e exigir uma punição para Zé de Alvino. No solar de Pio e Dolores, Dr. Antônio descansava na sala principal degustando um licor de jenipapo com lascas de requeijão, isso após se refestelar com galinha caipira ao molho pardo e uma maxixada, como ele, dizia, “inesquecível obra prima” de sua anfitriã.

Foi com a lembrança na maxixada do almoço que o juiz recebeu Marciana e a sua queixa.

- Doutor, só Deus sabe com que dificuldade me dirijo a Vossa Excelência. É que eu tenho uma rocinha, lá atrás do morro, onde planto uma verdurinhas... E qual não foi a minha desventura hoje quando ao tentar colher uns maxixes para a maxixada sagrada do sábado, me deparei com um tolete de bosta sem tamanho, obra do José de Alvino.

- Traga o meliante à minha presença.

O juiz intimou a vinda do Zezão e mandou o sobrinho dos donos da casa – Aldivan - ir buscá-lo, ele que naquela hora estava tranqüilo em casa fumando o cigarrão de palha de todos os dias. O chamado da autoridade era uma ordem. Ele apagou a contragosto o cigarro, meteu a camisa nas calças, enfiou as alpercatas nos pés e seguiu para ver o que o senhor doutor queria com ele.

- Como o senhor teve a coragem de defecar...

- Defecar o que meu doutor?

- Como o senhor teve a coragem de cagar nas verduras dessa pobre velhinha?

Puxando o nariz, que era virado pro lado esquerdo, e que coçava muito quando ficava nervoso, Zezão assegurou ao juiz que não havia sido ele o autor de tamanha desfaçatez. Do outro lado da sala, Marciana interrompeu-o e gritou em alto em bom tom para todo mundo ouvir, já que a sala estava repleta de curiosos.

- Foi ele doutor, foi ele sim. Eu conheço a rosca!

Depois da “balada” recebida do juiz que prometeu mandar prendê-lo se repetisse a façanha no maxixal da Marciana, o Zezão ficou três meses só bebendo, em casa, morto de vergonha de todo mundo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Capelinha do Boqueirão é restaurada





Local é referência histórica de Brotas de Macaúbas e guarda os restos mortais de Quintino e Tertuliana Archanjo Ribeiro

A Capela de Santo Antônio, construída a partir dos anos de 1920, na Colina do Boqueirão, por Quintino Archanjo Ribeiro e sua mulher Tertuliana de Novais Ribeiro, é mais que um local de devoção para uma das mais importantes e numerosas famílias de Brotas de Macaúbas. O lugar é símbolo, referência, marco que identifica todo povo brotense. Na Capelinha estão sepultados os corpos do casal que a construiu e a edificação se destaca na colina como cartão postal da cidade.

A singela igrejinha vem sendo guardada pela família Archanjo Ribeiro e seus descendentes há cerca de 90 anos. Mas o tempo foi inclemente com a construção rústica que precisou passar por diversas recuperações. A primeira delas em 1951, quando das Santas Missões Franciscanas (Capuchinhos), oportunidade em que foi ali colocada a Cruz com o galo. Depois, em 1992, para a Festa do Divino, quando a pequena igreja foi totalmente recuperada e pintada.

Agora, em 2012, a Capelinha passou por ampla reforma, ganhando pintura em azul e branco, novas cruzes, portão de ferro e outros benefícios. Em todas as intervenções, as obras foram comandadas por algum membro das famílias de José Archanjo Ribeiro ou de Alzira Ribeiro - filhos de Quintino e Tertuliana -, mas sempre contando com o apoio de outras vertentes do mesmo clã.

Comunicação com o sagrado

A Capelinha do Major Quintino, como também foi chamada, é um marco que identifica os que moram em Brotas de Macaúbas. É uma referência e saudade para os que estão longe da terra natal. Mas a pequena igrejinha permanece na memória de todos, cada qual com uma história romântica, de aventura ou bucólica vivenciada ali para contar. Se da cidade, a Capelinha é mágica e inspira poetas, do alto da colina pode-se divisar a terra mãe brotense. A pequena capela ergue-se majestosa em frente à matriz de Nossa Senhora de Brotas – mágica comunicação com o sagrado.

Não se sabe ao certo o ano da inauguração da Capelinha. Aos 94 anos, Rosalvo Martins do Espírito Santo diz que foi logo depois do “barulho”, envolvendo Horácio de Matos e Militão Coelho, que disputavam a hegemonia política da região, que a família Arcanjo Ribeiro iniciou a edificação. Sua mulher, Alzira Ribeiro, neta de Quintino e Tertuliana, confirma essa versão e assegura que o local já estava pronto quando das bodas de ouro do avô, celebradas em 1924. Ela destaca o carinho e o cuidado de Lilice e Vivaldo, filhos de José Arcanjo, que deram seguimento a uma missão dada ao pai deles pelo avô.

Quintino Arcanjo era filho do português Marshal Arcanjo Ribeiro, homem de muitas posses e comprador de diamantes e outras pedras preciosas, além de ouro e outros metais. O casamento com Tertuliana de Novais, filha de português com índia – mameluca, portanto – deu origem a esta que é uma das mais tradicionais e numerosas famílias brotenses. O casamento rendeu 13 filhos que espalharam o nome da família por todas as regiões do município, municípios vizinhos e outros estados da federação.

São filhos de Quintino e Tertuliana Archanjo Ribeiro: João, José, Luiz, Francisco, Alexandre, Alzira, Raimunda, Diana, Júlia, Maria das Mercês, Josefa, Justina e Leolina.





Zelo pelo local

Depois da morte do casal, um dos filhos - José Archanjo Ribeiro -, que já ajudava na limpeza e conservação das terras no entorno da Capelinha, assumiu a administração do local que possuía altar com a imagem de Santo Antônio, considerado padroeiro da família. Depois da morte de José Archanjo, seus filhos Vivaldo e Lilice tomaram a obrigação de zelar pela capela, sendo ajudados pela prima Zizinha nos trabalhos de retelhamento e conserto da porta que volta e meia aparecia quebrada.

Apesar de símbolo da cidade, a Capelinha nunca despertou o interesse das administrações públicas municipais. O local sequer mereceu iluminação pública, que destacasse a edificação à noite. Esse descaso serviu para as depredações promovidas por vândalos que chegaram, inclusive a roubar as coroas de ouro que adornavam as cabeças de Santo Antônio e do Menino Jesus. Até mesmo o túmulo onde estão os restos mortais dos precursores da família Archanjo Ribeiro fora violado.

Esta nova iniciativa de se recuperar um patrimônio histórico e religioso – bem imaterial de nossa cidade – chega ao fim da primeira etapa. Na sequência está sendo programada a construção de um mirante, além da escadaria, que facilitará o acesso da população ao local. A ideia é revitalizar a Colina, de modo a que as pessoas a frequentem, com a realização de cafés da manhã, como o que aconteceu em 1999, quando da visita de um grupo de “paulistas” brotenses.






Destaque na Colina

A Capelinha foi restaurada, recebeu pintura e novas cruzes, além de imponente portão de ferro. Os esforços de Lilice e Zizinha ganharam o apoio dos familiares residentes no Araci, Ouricuri, Lagoa Nova e outras comunidades, além dos netos de José Archanjo. A população de Brotas de Macaúbas também se engajou, participando de uma feijoada que arrecadou parte dos recursos ali empregados. Outros parentes e pessoas interessadas nesse resgate – como a dentista Manoela Martins Sodré, mulher do bisneto Aurélio Avelino – também se engajaram nesta campanha.

A Capelinha voltou então a se destacar no alto da Colina do Boqueirão. Branca e azul, inspira paz a quem tem o privilégio de divisá-la do alto da serra como braço de Deus a proteger o povo brotense

NETOS DE QUINTINO E TERTULIANA ARCHANJO RIBEIRO

Filhos de João Archanjo e Maria dos Santos Ribeiro: João Archanjo Filho, Alice, Otávio, Margarida, Ismael, Carmem, Adalberto (Pio), Maria Vitória e Alberto (seu Bila);
De José Archanjo e Virgilina Andrade: Virgilina, Iozinho, Sizenando, Vivaldo, Amenaide, Lourival, Maria de Loudes, Valdelice (Lilice) e Ninita;
De Luiz Archanjo e Zulmira: Maria, Ildete, José, Valter, Atevaldo, Ana e Alice.
De Francisco Archanjo e Laureana: Laureana, Anatália, Maria Bela, Genulina, Teonílio, Adalberto, José, Vanderlino...;
De Alexandre Archanjo e Ricardina Paixão Ribeiro: Catulino, Stanislau, Lindaura, Noêmia e Iolanda;
De Alzira Ribeiro e Justiniano Martins do Espírito Santo: José, Ivo, Aristeu, Quintino, Crescenciano, Altamirando, Alzira (Zizinha), Eustrália, Celeste, Maria de Lourdes e Ivete Marise;
De Raimunda Ribeiro e Francisco: Dodô, Francisca, Alzira, Dona Virgem, Quintino, Preto, Virgílio, Afonso, Manoel, Bela...;
De Diana Ribeiro e Manoel Chaves: Manoel (Chavinho), Dreger, José, Maria de Lourdes, Aurora e Ana Nívea;
De Maria das Mercês e Manoel Cruz: Luiz, Miguel, Osório, Reginaldo Agenor, Josefa, Suzana, Osana, Prisilina, Anália, Preta...;
De Josefa Ribeiro e Roberto Lopes: Moisés, Cardosina, Paulina, José Roberto
De Justina Ribeiro e Militão: Marinho, Cezário, Eurípedes, Cardosina, Emiliana e Cininha;
De Leolina Ribeiro e Ludugério: José, Inácio, Alexadre, Justino, Carlota, Nercina, Amélia e Rita.
Júlia Archanjo Ribeiro não teve filhos

* As fotos desta matéria são de Aureliano Avelino de Souza e Manoela Martins Sodré (reforma da Capelinha); do acervo da família (fotos antigas) e do acervo Aurora (Lola) Viana (visita dos paulistas em 1999 à Capelinha)