sábado, 15 de setembro de 2012

Brotenses se encontram em São Paulo

 
 















Centenas de pessoas marcam a data da Padreira, Nossa Senhora de Brotas, com amizade e lembranças das terras brotenses
 
Como já acontece há mais de três décadas, os brotenses que moram em São Paulo se encontraram na Igreja de São João Maria Vianney, Praça Cornélia, Em São Paulo para comemorar o dia da padroeira, Nossa Senhora de Brotas. Este ano a festa homenageou duas brotenses – Preta e Bela -, filhas do leiloeiro Titá (in memorian) que residem em São Paulo.

O Encontro dos Brotenses foi idealizado por um grupo de pessoas, tendo à frente as incansáveis Alzira e Nevinha Bastos. O movimento começou forte e mantém-se firme até os dias de hoje, sempre reunindo pessoas e promovendo o intercâmbio sócio-cultural. Há até uma publicação especial – O BROTENSE – que reúne artigos, crônicas e poesias, escritos por pessoas que moram em São Paulo e também pelas de Brotas de Macaúbas.

Na edição de O BROTENSE, que é distribuído gratuitamente, para homenagear Preta e Bela, a foto de Titá e Idalina, figuras ilustres do povoado de Santana e pais das homenageadas. Para todos os brotenses (presentes ou não em São Paulo), o encontro mais uma vez foi marcado pelas lembranças da Bahia, sempre com um olhar especial para Nossa Senhora de Brotas.






 
REENCONTRO

Eu estive em São Paulo, pela primeira vez neste encontro. Foi com muita emoção que pude falar na igreja (por sinal, um belíssimo local de orações). Ali, pude também homenagear Preta e Bela, falando para o público presente. Na oportunidade, reencontrei grandes amigos – pessoas que marcaram a minha infância e juventude – e que hoje residem em São Paulo.

Foram muitas pessoas especiais, mas vou citar apenas algumas com as quais conversei e trocamos lembranças da terrinha: Teodoro Martins e seu filho, Delsuc Queiroz, Dona Zelina Barbosa, Noêmia de Valtin, Dedé e Noêmia de Henrique, as filhas de Antônia – minhas primas Zefa, Cleusa e Dadá -, Amarilis (Péu), Glória de Zé Viana, Nevinha e Alzira Bastos, Itamara, Bilu, Marvam Campos e Gean Santos, Zeca da Bia e muito mais.

Foram momentos muito especiais, pelos quais agradeço a Genival e Gil, casal que me recebeu em sua casa com muito carinho e atenção. Além dos bons papos na porta da igreja, quando revi amigos e parentes, estive ainda em outros locais paulistas: a casa de Alessandra, os bares de Cleodon e Fabiana e o Espaço Kaktus, onde aconteceu a festa realizada pela galera jovem (Joelma Lima à frente), com apresentação dos artistas da terra, Thyago Ribeyro e Ismael Oliveira.


Brotas celebra a padroeira

Em Brotas de Macaúbas os brotenses mantiveram a tradição, celebrando mais uma vez no dia 8 de setembro, a festa de Nossa senhora de Brotas, padroeira da cidade. O frei Joel, cuja ordenação diaconal está marcada para o dia 27 de outubro, ao lado do pároco frei Moisés comandaram aa  celebrações religiosas. As novenas foram muito animadas, tendo leilões na porta da igreja Matriz.
A missa solene, às 9h do dia 8, reuniu centenas de fiéis – alguns vindos de diversas partes do país. Entre os destaques da festa está o andor de Nossa Senhora de Brotas, um trabalho primoroso realizado por Frei Joel e sua mãe e que encantou a todas as pessoas presentes a este momento religioso que é uma tradição secular em  nossa cidade.

* As fotos da Missa em São Paulo são do competente Luciano Oliveira, que em breve vai lançar a cobertura completa cdesta festa em DVD.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Exposição e livro revelam os Filhos do Vento



Projeto da Fundação Gilberto Salvador estreia hoje (6) em Brotas de Macaúbas e daqui vai para o Teatro Castro Alves em Salvador



A Fundação Gilberto Salvador (FGS) inaugura nesta segunda-feira, 6, a exposição Filhos do Vento, lançando livro com o mesmo título e que registram o cotidiano das pessoas que vivem no entorno do primeiro Parque Eólico da Bahia - Lagoa de Dentro, Sumidouro, Perdidos, Cocal, Papagaio, Mangabeira e outras comunidades antigas e tradicionais de Brotas de Macaúbas. A mostra será aberta às 15h no salão de eventos do Colégio Municipal Nossa Senhora de Brotas (Praça da Cultura)

Resultado de um registro de 90 fotografias em preto e branco, a publicação é um trabalho do fotógrafo Fabio Cabral, um especialista na arte de fotografar modelos e atrizes, com três livros publicados e um vasto repertório de ensaios, exposições e prêmios.  Tem o patrocínio de Desenvix, Alstom e BNP Paribas, com apoio do Governo da Bahia, prefeituras municipais de Brotas de Macaúbas, Seabra e Novo Horizonte, e acontece graças ainda ao incentivo da Lei Rouanet do Ministério da Cultura.

O projeto Filhos do Vento inclui, a pedido da FGS, trabalhos da artista plástica Beth Kok responsável pela criação de uma série de desenhos digitais que traduzem a passagem do vento em um espaço onírico, repleto de cores, traços e figuras que parecem “voar” em um plano imaterial. Os desenhos foram reunidos num catálogo, intitulado “Filhos do Vento – Uma viagem imaginária”, que também será lançado em Brotas de Macaúbas.

Coroando os lançamentos do livro e do catálogo, a Fundação preparou uma exposição com 20 fotografias de Fábio Cabral e 12 digigravuras de Beth Kok, que irão permanecer em Brotas de Macaúbas até o dia 18. Daqui, partem direto para o Teatro Castro Alves, em Salvador, onde poderão ser apreciadas de 22 de agosto a 1º de setembro. Livro e catálogo serão lançados também na capital baiana, durante o vernissage da exposição.

O PARQUE EÓLICO

Brotas de Macaúbas tem o solo rico em cristal de rocha, quartzito, amianto, cobre, barita, diamante, ferro, manganês, mármore, e ouro. Mas é do ar que vem a esperança de dias melhores para os seus pouco mais de 12 mil habitantes, que vivem no chamado “polígono da seca”, onde a chuva não ultrapassa os 800 mm/ ano e a agricultura familiar ainda é a principal fonte de renda da população.

Graças à intensidade dos seus ventos, que sopra a média de 25 quilômetros por hora, a cidade foi escolhida para abrigar o primeiro parque eólico da Bahia. Os primeiros aerogeradores entraram em operação no início do mês de julho de 2012, produzindo energia elétrica de fonte limpa e sustentável. Para os moradores, as torres gigantes representam um sopro de desenvolvimento e progresso.

Sobre Fábio Cabral

Nascido no Rio de Janeiro em 1958, cresceu em São Paulo, onde estudou Ciências Biomédicas e fez pós-graduação em Saúde Pública na USP. Decidiu-se pela profissão de fotógrafo em 1982. Desde então, atende editoras e agências de propaganda do Brasil e exterior, fotografando moda, retratos, arquitetura, design reportagens e produções publicitárias, comerciais e artistas. É autor dos livros Anjos Proibidos (1991), Some Women (1998), SLZ 48h (2002). Desde 1997 atua como diretor de fotografia de filmes publicitários, curtas e longas metragens, tendo sido premiado em Cannes e no Festival de Cinema Publicitário em Nova York (1998). Atualmente, desenvolve trabalhos entre seus estúdios de São Paulo e Florianópolis e em países da Europa, África e América Latina.

Sobre Beth Kok

Paulista, é arquiteta formada pela FAU-USP, designer gráfica e ganhadora do prêmio Jabuti 2005 pelo projeto e produção gráfica do livro Terra Paulista, do CENPEC. É ainda co-autora da coleção O Leitor de Imagens e do projeto artebr, para o Instituto Arte na Escola. Na área ambiental, é co-autora do projeto Roda D´Agua para a OAK – Educação e Meio Ambiente. Criadora do projeto gráfico, ilustrações e edições do Concurso Causos do Eca/Fundação Telefónica durante sete anos. Ilustradora para Cia das Letrinhas, IBEP Nacional e outras. Desenha desde pequena, com formação em Artes pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP e The Arts Institute of Chicago, entre outros ateliers em São Paulo. Realizou exposições individuais e coletivas no Museu Lasar Segall, Museu da Imagem e do Som (MIS), Museu de Arte Contemporânea (MAC) e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), todos em São Paulo.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mata de Bom Jesus inicia tradicional festa







De 28 de julho até 6 de agosto o povo da Matinha e região realiza uma das maiores mabifestações do município de Brotas de Macaúbas



Começa no próximo dia 28 uma das mais tradicionais festas do município de Brotas de Macaúbas. A comunidade da Mata celebra o Senhor Bom Jesus que lhe completa o nome – Mata do Bom Jesus. Centro de cultura e tradição, o local é um dos pioneiros do município e onde nasceram figuras ilustres, a exemplo de Tomé Gervásio Filho, Antônio Rodrigues, Otaviano Barreto, Cleusa Rodrigues dos Santos dentre muitos outros.

A Mata do Bom Jesus tem em suas origens a figura história de seu Quili, um dos pioneiros e que emprestou o próprio nome para identicar o lugar: Mata de Quili. A festa do padroeiro é centrada na religiosidade do povo e este ano tem como tema “Com o Bom Jesus, cuidar da saúde espiritual e social”. Nos dias 28 a 31 de julho e 1º a 5 de agosto acontecerão as novenas na capela, seguidas dos tradicionais leilões. No dia 6, missa solene e procissão completam o evento.

A festa é organizada pela Associação Bom Jesus (bomjesusassociacao@hotmail.com) e contará com apresentações musicais, a exemplo de Figueiredo (dia 28), Expedito e Cia (29), Língua de Fogo (30) e Gegê Almeida (31), todas marcadas para o Salão Municipal. Na quadra de esportes se apresentam Língua de Fogo (dia 1º), Expedito e Cia (2) e Elias e Banda – Jacaré Danças (3). No dia será a vez de Elias e Banda e Banda Torres da Lapa e no dia 5 de Elias e banda e Banda Sound Luxo, que encerrarão a programação, também na quadra, no dia 6.




Na parte religiosa, com celebração do Frei Moisés, além das novenas que marcam a fé e devoção do povo matense, haverá no dia 6, às 9h30, a Missa da Transfiguração do Senhor Bom Jesus e, às 16h, a procissão solene pelas ruas da comunidade.

A festa da Mata por tradição consegue reunir boa parte das pessoas nascidas ali que se deslocam todos os anos de diversas regiões do Brasil. É, portanto, motivo de um grande encontro de conterrâneos que vão para matar as saudades e também para levar a sua contribuição para manter uma tradição que neste 2012 completa 105 anos.



O AUTO MA MATA



A Mata foi um dos lugares onde o Grupo Cultural Cayam-Bola apresentou, no início deste ano, o Auto de Nossa Senhora de Brotas. Na ocasião, em texto adaptado para o local, os atores lembraram um pouco da história e de personalidades locais. Veja os versos:


Boa noite minha gente

Estamos aqui pra sonhar

Contar uma linda história

E também comemorar

Com esse povo da Mata

Gente boa e sem mamata

De cultura singular


Sou neto de Henrique Martins

Afilhado do seu Quili

Fundador desse recanto

Por isso estamos aqui

Para contar bela história

Do milagre de Nossa Senhora

Que aconteceu bem ali

          
Foi lá nas terras de Brotas

Que aconteceu nossa história

O milagre de uma santa

Chamada Nossa Senhora

Que deu origem a cidade

Isso é coisa de verdade

Que nós contaremos agora


A santa fez um milagre

Por isso é a padroeira

De nossa terra querida

É devoção de primeira

Que hoje trazemos ao povo daqui

Descendentes de Quili

A mãe de todos, altaneira

                  
Mata é terra bonita

Bacana, educada e legal

Terra do Gervásio Tomezin

De inteligência sem igual

De Solon, Cleusa, Otaviano, Jorge e Antunin

Mamede, Auto, Jerônimo e Davi

E muita gente genial

                 
A Mata tem muita história

De alegria e devoção

Foi aqui que roubaram o sino

Que deu tanta atribulação

Mas o povo não esmoreceu

Por isso essa gente venceu

E hoje chama a atenção
                   

sábado, 16 de junho de 2012

Ouricuri já vive as emoções do centenário










Terra do ouro prepara-se para celebrar 100 anos no dia da festa do padroeiro, São Pedro



Fogueiras, quadrilhas, muito forró, cavalgada, missa procissão, nova praça e até casamento coletivo são algumas atrações do centenário da Vila de Ouricuri de Ouro, de 20 a 29 deste mês. Deodato Alcântara e Nélia Paixão são os festeiros da festa que tem Jilvan rosa como capitão do mastro. No dia 23 as tradições juninas serão revividas com a escolha da Rainha do Milho.
A programação festiva começa dia 24 pela manhã com a Cavalgada, seguindo-se a feijoada comunitária e o Forró do Psiu Psiu com a banda Banda do Velho Chico que promete muito forró pé de sera e animação. A cavalgada vai envolver outras comunidades circunvizinhas e o trajeto inclui Santana do Ouro, Barreirinho e Lagoa Nova, além do Oricuri onde haverá a bênção de cavaleiros e amazonas.
Nos dias 25 e 26 haverá leilões e torneios esportivos. E no dia 27 a apresentação das bandas Chapada e Estrela de Prata. No dia 28, após a Fincada do Mastro, celebração religiosa e leilões, a festa na praça terá como atrações a dupla Ronaldo & Rangel e o som de Tyago Rybeiro que promete sacudir a galera.
O dia 29, dedicado ao padroeiro, São Pedro, será marcado pelas celebrações religiosas, com destaque para a missa festiva, às 9h. Vale destavar a presença do bispa da Barra, Dom Luiz Cappio que celebrará no dia 26 às 19h, além de dois religiosos filhos do Oricuri – padra Ivan Paixão, dia 25 às 19h30 e padre Denis, dia 27 (mesmo horário).


HISTÓRICO

A Vila de Ouricuri do Ouro surgiu com a chegada de oito famílias portuguesas à região, ficando estabelecidos no lugar dois casais: Pedro Messias e a esposa Maria Messias e Renovato José Antonio com a esposa Possidônia. Logo na chegada, observando a vegetação da época, com muitas palmeiras, deram o nome de Fazenda Licuri ao local onde se estabeleceram. A finalidade era expandir na região a agricultura, com o plantio de milho, feijão, mamona, sendo prioritária a plantação de fumo, além da pecuária.
Do primeiro casal, nasceu Joana Rosa, filha única que casou-se com o coronel José Antônio da Paixão, filho do segundo casal, tornando-se chamar, Joana Rosa da Paixão. O coronel, conhecido carinhosamente como “dindinho Zereco”, recebeu este título durante as lutas do coronel Horácio de Matos no combate aos chamados  “revoltosos”, entre os anos de 1924 a 32. Naqueles anos de guerra, ele abrigava a população nas fazendas Quixaba, Humaitá e Baixinha, protegendo as famílias de represálias da parte do inimigo.
Da união do coronel José Antonio da Paixão e Joana Rosa da Paixão nasceram 12 filhos: Joaquim, João, Valeriano, Severo, Leonora, Jesuína, Ana, Virgilina, Maria, Josefa, Maria da Conceição e Lauriana. Com o crescimento da família, as poucas habitações passaram a ter características de comunidade e assim Joana Rosa da Paixão, por causa de sua devoção católica, organizou a construção de uma capela juntamente, com a finalidade de celebrar missas, reunir em orações, batizar seus filhos e netos e receber todos os sacramentos católicos.
Exatamente há 100 anos, em junho de 1912 a matriarca Joana Rosa da Paixão escolheu São Pedro e Nossa Senhora da Imaculada Conceição como padroeiros, fundando a comunidade de Ouricuri e que mais tarde passou a ser chamada de Ouricuri do Ouro, por causa da riqueza do preciso metal, além de pedras preciosas, encontradas na região.
Os festejos em louvor a São Pedro surgiram com a necessidade da manutenção da igreja, nascendo aí, ao lado das celebrações religiosas, as festas musicadas com sanfonas, pandeiros e violas. Com a morte da pioneira Joana, em 4 de maio de 1940, as famílias ouricurirenses assumiram o comando das comemorações que se mantêm vivas até os dias de hoje.



FILHOS ILUSTRES

Em Ouricuri do Ouro muitos são os nome de destaque. A começar por Severo Rosa da Paixão, comerciante, casado com Cornélia Rosa da Paixão, com quem teve 12 filhos. Líder da comunidade, cidadão idealista, honesto e religioso, dedicou sua vida e seu trabalho ao desenvolvimento de sua terra natal, ao lado de sua esposa. Severo foi o responsável pela organização e animação da comunidade, sendo eleito vereador por 20 anos, presidente da Câmara e candidato a prefeito, não se elegendo por pequena diferença de votos.

A atuação de Severo o fez conseguir inúmeros benefícios para a comunidade, a exemplo do Mercado Municipal, Cemitério, Açude da aguada, Grupo Escolar que foi construído e inaugurado dia 7 de setembro de 1954 , tendo como regente a professora Joana Rosa da Paixão Silva, filha de Severo, catequista e primeira professora, formada em 1949 pelo Educandário Santa Eufrásia na Cidade da Barra.

Ela foi a responsável pela organização de teatro, festas escolares, serenatas, coro da igreja. Assim esta outra Joana  foi a professora das professoras de todos os que estudaram na região, até a sua saída para São Paulo, passando a liderança para Elisete Rosa da Paixão (in memoria), Regina Rosa da Paixão e Marivete Rosa da Paixão que permanece na comunidade até hoje, ensinando, cuidando, animando, inspirando.

A educação na Vila de Ouricuri do Ouro teve início com as professoras Urânia, Morena e Nanoca, todas de Brotas de Macaúbas, contando com a participação de professores leigos da Comunidade, como Marim Ribeiro, Arlinda Rosa Ribeiro, Elenita Neto da Paixão dentre outros. Destacam-se ainda Aurelice Rosa da Silva, Neranita Xavier de Oliveira Paixão, Maria do Carmo Rosa da Paixão, Maristela Rosa da Silva, Nelito Rosa dos Santos, Joelma Cristiane Rosa de Araujo Paixão, Dinalma da Paixão Ramos, Roberto Carlos, Maria do Rosário Rosa da Paixão; Manoelita Alcantara Oliveira, Elenita Neto dos Santos, Margarete Neto da Paixão e os professores em exercício: Marinado Avelino Pereira, João Rodrigues e Lindanita Aureliana Leite.

Na área política, além de Severo Rosa da Paixão, foram eleitos vereadores Osório Neto dos Santos (in memoria), Jaime José da Silva (In memoria), Osmar Ribeiro Neto, Albana Ribeiro Alcântara, Zenilton Ribeiro Alcântara e Deodato Alcântara de Oliveira. Os dois últimos pai e filho também foram eleitos vice-prefeitos, abrindo caminho para o atual vice, Ailton Ribeiro Alcântara.

Na formação religiosa há os padres Denis Oldaque da Paixão Silva e Ivan Rodrigues da Paixão, filhos de conterrâneos.

ÊXODO RURAL

Durante muitos anos, as atividades da vila limitavam-se quase que exclusivamente à agricultura de subsistência e isso provocou um alto índice de êxodo rural. Encravada na Chapada Diamantina, a Vila de Ouricuri do Ouro encontra-se distante da sede de Brotas de Macaúbas 32 Km e da capital 600 Km. Limita-se a norte com Santa Maria, Lagoa Nova e Barrinha; ao Sul Brejo da Fazenda, Lagoa do Capim e Morro Redondo; a leste Santa Cruz e São Frutuoso e a oeste Fazenda Quixaba.



Ouricuri. Terra de Ouro
De Rosalvo Martins Jr em homenagem ao centenário deste belo lugar

De uma palmeira
Nasceu o teu nome
Belo Ouricuri,
Berço de grandes homens
De mulheres generosas
vem a tua glória e heroismo
Do esplendor do teu Santo Padroeiro
A tua fé, teu misticismo.

Ouricuri terra do ouro

De gente boa, maior tesouro

Terra do empreendedorismo

Onde as mulheres de negócio
Nascidas embaixo da velha gameleira
Criaram geração de sucesso grandioso
Figuras de vulto e de honra
Nasceram em teu seio generoso

E se o Paixão do sobrenome
Nos eleva às grandes paixões
Torrão natal e berço de heróis!
Aqui celebramos nesse rincão

Ouricuri terra do ouro
De gente boa, maior tesouro

Assim como o teu solo
Brotou o ouro abundante
Em campos sagrados o labor
Bebem o orvalho das mãos de Deus
Teus filhos esses herois que a edificam
Vivem em ti crenças e amor

Aos teus filhos que partiram
Em busca de novo amanhã
E aos que ficaram na lida
Em ambos coragem e bravura
Guardando tuas tradições


São 100 anos de história
De coragem e nenhum medo
Celebrando o padroeiro
Primeiro Papa, São Pedro
Ouricuri reza e agradece
Dorme tarde e acorda cedo
Terra de homens honrados
Antônio Neto, Zereco e Severo
Muitos outros geradores de um povo
Gente simples, honesta e bela
Todos presentes nesta festa
De alegrias e quimeras

Ouricuri terra do ouro
De gente boa, maior tesouro